segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Luzes Estranhas no Céu

Esta história foi-nos cedida por FreeWolf e aqui fica o seu relato:

Esta é a minha história, pode ser simples mas foi uma emoção ver uma coisa que pode não ser deste mundo.
 
Há algum tempo, no dia 26 de Setembro de 2009, lembrei-me de ir ver as estrelas, uma coisa que eu costumo fazer com frequência. Por volta das 11:30 reparei na presença de umas luzes estranhas no céu, mas não dei grande importância devido ao facto de serem bastante parecidas às de um comum avião. Mais tarde, olhei para o mesmo sítio, e as luzes continuavam lá, apenas afastando-se e aproximando-se uma da outra, pensei eu, mas depois de olhar mais atentamente, vi que as luzes estavam a fazer movimentos circulares em torno de qualquer coisa, tentei ver com os binóculos, estava um bocado longe, mas isso só veio confirmar que estavam mesmo a rodar à volta de uma coisa qualquer. Como não tinha um telescópio, ou uma forma de visão mais aprofundada, não vi bem o que era porque era de noite.
Nunca mais me lembrei do que tinha acontecido naquela noite quando a 31 de Julho por volta das 00:45, vi as mesmas luzes, praticamente no mesmo sítio, mas pareciam estar mais longe e mais abaixo, não estou a dizer que sempre ali estiveram, porque não estiveram, só estou a dizer que vi 2 imagens iguais em dias diferentes. Alguns podem achar que era imaginação minha ou que era um avião, mas que não era uma cena normal, disso tenho a certeza.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Vulto Negro em Silêncio

Esta é a primeira história a ser publicada no Nightlife - Mundo Oculto, a pessoa que nos cedeu este relato assinou como anónimo e pediu para não divulgar o seu email.

Tudo se passou numa noite quente de Verão, em meados de Agosto do ano de 1990, numa aldeia para os lados de Vila Real em Trás-os-Montes. 
Eu vinha de uma festa de uma aldeia vizinha com mais dois colegas, na altura não se usava carro como agora e íamos para os bailes a pé e sempre alegres pelas noites quentes de Agosto em Trás-os-Montes. Para aqueles lados e fora das localidades é tudo muito escuro e o nosso caminho de regresso estava apenas iluminado pela lua que se erguia no céu limpo. Vínhamos os 3 a conversar e a discutir pormenores do baile pela estrada fora e como conhecíamos bem o caminho, mesmo no escuro, estávamos descontraídos e andávamos com grande à vontade. Para quem não conhece, à noite nesta região de Portugal, ouvem-se sempre bastantes barulhos, sons provenientes  de alguns animais como grilos existentes nas ervas e outros pequenos animais, é um silêncio da noite característico em que se sente que existe vida ali. Passado cerca de meia hora de viagem a caminhar, o tal silêncio característico da noite desapareceu e deu lugar a um silêncio profundo, deixou de se ouvir fosse que animal fosse, paramos a olhar uns para os outros, e a expressão das nossas caras até ali alegres e animadas, foi substituída por uma expressão de medo puro, como se sentíssemos que algo não estava bem, tudo à nossa volta parecia ter parado e ficamos completamente aterrados, sentíamos algo no ar, sentíamos um silêncio completamente anormal e a presença de um vento agitado que inexplicavelmente não fazia sequer o barulho de correntes de ar, nada. Foi tudo muito estranho, completamente real  e repentino. Todos os sentidos do meu corpo ficaram alerta e aguardávamos todos para que algo mais acontecesse, ou que pelo menos aquela sensação de vazio e silêncio completo desaparecessem. Não tivemos reacção imediata, nem pensamos em correr ou no que quer que fosse, olhávamos uns para os outros e sem dizer qualquer palavra dava para perceber que todos sentíamos aquilo e de certa forma alguma presença estranha naquele local. Tudo isto parece muito estranho e inacreditável eu sei, mas só quem presenciou é que pode realmente acreditar a 100% que alguma coisa, alguma presença estava lá e pelas nossas expressões reflexas percebia-se que, o que quer que fosse, não era bom. 
Esta sensação durou cerca de 1 ou 2 minutos e de repente, do nada, mesmo à nossa frente, avistamos um vulto que se moveu rapidamente de um lado para o outro da estrada, uma forma humana isso é certo, com uma capa preta e um capuz. Ficou parado por momentos no lado contrário da estrada e de certa forma tivemos a certeza que ficou a olhar para nós os 3, completamente estático e a fitar-nos. Estava a cerca de 10 metros de nós e sentia-se agora a presença cada vez mais forte. Na altura, o meu coração parecia querer saltar do meu peito, tal era a velocidade dos batimentos. Aquela forma estranha continuava a olhar-nos estática e eu completamente impossibilitado de me mexer, por mais que tentasse o meu corpo não se mexia, provavelmente devido ao medo. Isto durou alguns segundos, acho que não chegou a um minuto provavelmente e de repente apareceram duas luzes fortes por trás de nós, eram os faróis de um carro, vimos aquela forma a desaparecer muito rapidamente assim que a luz lhe incidiu e o carro parou imediatamente atrás de nós visto que estávamos no meio da estrada. Eram pessoas conhecidas de uma aldeia vizinha e perguntaram-nos se estava tudo bem quando olharam para a nossa cara. Acho que estávamos os 3 em choque e nem conseguíamos falar muito bem, respondemos que sim, estava tudo bem, para evitar mais palavras e conversa. Só queríamos sair dali o mais rápido possível, a sensação de silêncio e vazio desapareceu e aquelas pessoas levaram-nos até à entrada da nossa aldeia. Saímos do carro, quase sem dizer uma palavra àquelas pessoas e paramos num banco que estava perto. Ficamos os 3 ali sentados por mais umas horas debaixo da luz de um poste de iluminação e fomos começando a falar aos poucos sobre o sucedido, com poucas palavras, mas a tentar perceber o que tinha acontecido e todos nós sentimos e vimos o mesmo. Não contamos esta história a praticamente mais ninguém e mesmo entre nós é muito raro falarmos nisso, foi uma experiência completamente aterrorizante, por aquilo que sentimos e presenciamos. Não estávamos bêbados para além de termos bebido um pouco de cerveja, mas nada de especial, e os 3 vivemos e sentimos aquilo, e ainda hoje nos lembramos perfeitamente do sucedido.
Nunca mais nenhum de nós passou por aquele local nem tem intenções de passar.
Não sabemos o que era, não fazemos ideia, mas que era algo estranho e que sentimos algo, sim.